Momentos DipnLik

Menino ou menina? Pode tudo, desde que seja com DipnLik

de: Marcelo Costa
Aspirar e inspirar! Aspirar e inspirar! Aspirar e inspirar! Raíssa, você não está fazendo comigo? Olha só, inspire pelo nariz e sopre pela boca, soprando, bem ventilado, como o médico falou! Aspirar e inspirar! Aspirar e inspirar! Aspirar e inspirar! Ah, amor, eu vou parar, você não está me levando sério!”. Foi o que falei irritado, o coração saindo pela boca, batendo a canela na mesinha de centro da sala, já com um olho roxo do encontrão com a tábua de passar, que caiu quando puxei do armário, todo afobado, o carrinho de bebê novinho, ainda embrulhado no papel da loja.

Raíssa me olhou com aquele barrigão, sorriu e falou: ”calma, que ainda tem tempo! A bolsa estourou mas ainda não é o fim do mundo! Muita calma nessa hora, senão você acaba tendo um troço e não me ajuda nada!” completou, rindo, enquanto separava as últimas roupinhas de neném para a maternidade. E continuou: “Faça comigo, você tá falando tudo errado: inspire e agora expire. Entendeu? De novo: inspire... e expire... inspire... e expire... tá mais calmo? Vai fazendo assim. Não, antes me ajuda a fechar o zíper dessa valise!”

Raissa, com seu bom humor e linda com o barrigão, calma como se parisse trigêmeos ou quíntuplos, todos os dias, entrou para a sala de parto, me mandando um beijo de soprinho, toda feliz. Atrás dela, o médico obstetra e enfermeiros. Eu, atrapalhadíssimo, ainda tentando me achar naquela roupa hospitalar, inspirando e expirando... “Se o senhor não se acalmar, nós teremos de lhe dar um sedativo e o senhor vai perder tudo!” me disse uma enfermeira rechonchuda, de pescoço pelancudo, parecendo uma galinha da angola. “Seja o que Deus mandar!”, pensei. Fingindo calma absoluta, entrei na sala com cara de monge budista, onde vi um bando de gente olhando para entre as pernas abertas da minha mulher, como crianças acompanhando um teatrinho de marionetes.

Foi lindo! Eu ri e chorei ao mesmo tempo, quando vi, finalmente, aquele joelhinho pequerrucho que era a minha cara! Saí rápido, para a cantina do hospital e berrei, todo coruja e meloso, para a atendente: “sou paaaaai!”. Ela olhou para mim com uma cara de obviedade e disse: “se for menina, temos estes bombons, que o senhor pode oferecer! Mas, se for menino, temos os charutos. Só lembramos que é proibido fumar no recinto da maternidade!”

Nossa! Nem me toquei do sexo do bebê! Como farei? Olhei uma caixa de DipnLik com diversos sabores na prateleira e pedi: “me dá tudo! Vou oferecer é DipnLik! Nasceu inteiro e com saúde, o sabor da fruta ele escolhe depois!!!” Todos meu amigos ali caíram na risada e começaram a fazer o tal do “lambuza e lamba”. E fui distribuindo os confeitos para todos ali, comemorando o nascimento do Juninho (só soube 2 horas depois), com o doce que eu adoro. É isso aí, DipnLik é de pai pra filho! E olha aqui Juninho, já vai aprendendo o que é bom, desde novinho!