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Água potável é o desafio do século XXI

Imagine num filme futurista, um cenário todo seco e detonado, com gente sedenta negociando água a preço de ouro. Isto pode não ser ficção, este futuro pode estar mais perto do que se imagina.  Já em 2025, se o consumo de água potável continuar da forma que está, muitos países africanos e asiáticos sofrerão com séria escassez de água.  Relatórios de Desenvolvimento Humano da ONU de 2011 preveem que isto pode afetar cerca de 5,5 bilhões de pessoas. 
 
No Brasil, onde se tem abundância do recurso – reunimos 13% de toda a água potável do mundo inteiro – até rola a sensação de que é água para nunca se acabar. Grande engano! Já são duas situações onde sofremos com a falta da água potável:  quando não existe água suficiente - port exemplo, no sertão nordestino - ou quando existe a água, mas toda ferrada, poluída. É o caso da cidade de São Paulo, onde se usou quase todos os recursos próximos e se poluiu o restante. Sobrou aí buscarmos água cada vez mais distante (com custo maior). Ou lidarmos melhor com recursos disponíveis, como reusar a água da chuva e da rede de saneamento.
 
Agora mesmo, a crise de água na maior cidade do país nos faz repensar sobre o problema da água, daqui para frente. Há 84 anos não chovia tão pouco em dezembro, na Grande São Paulo. Nos últimos dias, o Sistema Cantareira de abastecimento de água, o principal da Grande São Paulo, atingiu o nível mais baixo dos últimos dez anos: só 21,2% da capacidade de fornecimento e armazenamento. O Cantareira responde pela água que abastece as regiões central e norte da capital, além de áreas da zona leste e oeste. Mesmo com campanhas da Sabesp, se não houver consciência no uso da água, onde cada um faz a sua parte, podemos nos preparar para uma jornada nada boa, "na seca". 
 
O professor da Escola Politécnica da USP Benedito Braga, a maior autoridade brasileira em recursos hídricos e abastecimento de água e eleito, em 2012, para Presidente do Conselho Mundial da Água, alerta para a situação “gravíssima” no Sistema Cantareira. Pega pesado com a lentidão de ações de conscientização, defende multa para gastadores e pede agilidade para a execução das obras, como a que traria água do Rio Juquiá para a região metropolitana, há dois anos atrasadas e com data de entrega só em 2018.  Será que aguentamos até lá?
 
Então, quem tem consciência ambiental deve partir para a ação desde já! Para inspirar, pegue agora um DipnLik, no sabor de sua escolha. Saboreando, reflita sobre como é possível economizar água na sua casa, a partir de hábitos e rotinas legais. Como tomar banho ligeiro e dar descargas rápidas depois do uso do trono; ensaboar primeiro e enxaguar depois (você, a louça, a roupa, o cachorro...); não usar a mangueira para lavar e regar; reusar água de chuva e de aquário para o jardim etc. Tem muito mais, é só pensar!