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Notícia

O bom skate, com novas paisagens!

Esporte urbano por excelência, radical por vocação e da liberdade por conceito, o skate invade a cidade, ocupando e transformando os espaços. Embora muito papai de 40 esteja ensinando as primeiras manobras aos seus pivetinhos de 10, ele está mesmo dominado pelos jovens, que definem o seu espaço, marcam o território, trazem novas linguagens. Ser herói do asfalto e o do cimento, sem cair no choro depois de um tombaço, dá um trabalho. Nas ruas, disputam com carros, calçadas esburacadas, pedestres mal humorados, cachorros que resolvem perseguir as rodinhas. Isto obriga skatistas a peregrinar, em busca de mais esplanadas e ladeiras, lugares que tenham os obstáculos os desafios do rito de passagem, do molequinho para o “bróder. Novos territórios, muito além da manjada grande marquise e dos caminhos sombreados do Parque do Ibirapuera. 
 
Um dos pontos “skateland” é o Parque da Juventude, no Carandiru, zona norte da capital paulista. O local fica no terreno onde havia o antigo presídio do Carandiru, tem pistas de skate para street e vertical — modalidade que utiliza rampas que formam 90º com o chão. O parque é perfeito para quem ainda está aprendendo, já que possui uma área exclusiva para iniciantes. Interditada por um tempinho para dar fim às poças d’água, a pista foi rebatizada como Pista do Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., recentemente falecido. Em março, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, divulgou a notícia em seu Twitter oficial. “Reabrimos a pista de skate do Parque da Juventude, pela qual Chorão muito batalhou, escreveu o governador”. Ali, novidade: skate não é só Clube do Bolinha, muitas meninas arrepiam em manobras que deixam os marmanjos babando.
 
Outro superpoint, com escadarias desafiadoras e grandes esplanadas, constantemente cheio, é a praça Roosevelt, na Consolação, região central da Cidade. A grande área plana é de fácil acesso e convida um bando que está dentre os mais jovens. Tem o colégio Caetano de Campos num dos lados, o que significa mais público, mais meninada e muita “ficação”.  O lugar é bem policiado e contará com posto próprio da guarda. Nos finais de semana, as tardes ali podem servir de prévia para uma passada nos bares de rock da região do baixo Augusta. Pode-se skatear por ali até 22h, depois é silêncio, sem choro.
 
Mais skate? O Parque da Independência, onde está o Museu do Ipiranga, apesar de não possuir pistas, recebe muitos skatistas de downhill, prática de descer longas ladeiras sobre rodinhas. Com uma topografia perfeita para a modalidade, o parque tem horários especiais para skatistas nos finais de semana. Aos sábados, domingos e feriados, é possível utilizar a ladeira das 5h às 12h e após as 17h. Mais? Vá até o Parque Zilda Natel, na zona oeste! São 2.300 metros quadrados e três pistas bacanas: uma com rampas e corrimões, outra com banks (aquela que parece uma piscina vazia) e uma com minirrampa em formato de U. Aberto todos os dias das 9h às 21h, o espaço fica ao lado da estação Sumaré do metrô. Por isso, a boa dica é ir até lá usando o transporte público.
 
No intervalo dos campeões – e tem de ser mesmo no intervalo, porque skate com bala e palito na boca não vai bem, é perigoso – tire seu DipnLik do bolso, parceiro que te dá aquela energia e fique sussa, vendo as manobras do mais feras. É isso aí, tem hora de dar um gás na energia e tem hora para reabastecer! Dipnlik é isso tudão, no jeito lambuze e lamba!